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Possui R$ 100 mil investido na poupança? Devo continuar com esse investimento?

Sabe quanto renderia um investimento de R$ 100 mil na poupança? Nesse artigo, vamos fazer uma análise completa da rentabilidade do seu investimento na poupança.

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Equipe Somas - Lorraine Moreira
*Atualizado em 04 de janeiro, 2023

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Nesse artigo você verá quanto poderá render seu investimento na poupança. Leia até o fim e saiba se é o investimento ideal para seu perfil. Veja abaixo:

Quanto rende R$ 100 mil na poupança? [Janeiro de 2023]Quanto rende R$ 100 mil na poupança? [Janeiro de 2023]

A Somas sempre deixa claro a importância de uma boa estruturação financeira, sendo que é possível apenas com metas e planejamento.

Mas, depois de descobrir como economizar dinheiro e entender a importância de investir, surge a dúvida: qual o melhor investimento para alocar meu dinheiro?

A poupança, utilizada tradicionalmente no Brasil, é uma das opções que aparecem para aqueles que não desejam arriscar seu dinheiro. Mas será mesmo que é a melhor escolha? A mais rentável?

Já preparamos um artigo mostrando o rendimento que R$1 milhão teria na poupança, mas agora chegou o momento de mostrar o retorno ao alocar R$ 100 mil nela. Afinal, nada melhor do que uma simulação para ver como ocorre na prática.


Como funciona?


A conta poupança é um investimento de renda fixa. Apesar da pouca rentabilidade, é muito utilizada no Brasil.

O intuito de sua criação é poupar o dinheiro e não fazer transações financeiras, por conta disso, não é possível receber o salário através dela. Outra motivação é a diminuição dos seus gastos.

A caderneta é regulada pelo Banco Central (BC) e é prática, uma vez que pode ser usada como conta, para além de um investimento.

Um ponto interessante é que a confiança da população é tamanha que mesmo em momentos em que a rentabilidade está ainda menor, a quantidade de depósitos continua grande.

Mas vale ressaltar que o fato citado anteriormente pode ser um reflexo da falta de conhecimento de outros ativos, os quais poderiam gerar uma receita maior.

A poupança permite o depósito de qualquer valor, transferências e saques de maneira rápida, além de oferecer o cartão de débito.

Por fim, ela pode ser vinculada à conta corrente e existem bancos que automaticamente levam o dinheiro da conta salário para a poupança.


A poupança é segura?


A resposta para essa pergunta é que sim. Existe uma previsibilidade do retorno e é protegida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Nos casos de falência da instituição financeira, o FGC possui uma garantia. São até R$ 250 mil por CPF e para pessoa jurídica, R$ 1 milhão.

Suas informações estão seguras com a Somas.


Isenção de imposto


Uma das vantagens dela é justamente não haver cobrança de Imposto de Renda (IR). Mas é importante levar outros fatores em consideração, uma vez que pode ser mais rentável pagar o imposto de renda caso haja uma maior lucratividade em outro ativo.


Ganhos


A poupança oferece um retorno financeiro por você ter alocado seu dinheiro nela. Essa porcentagem se baseará no valor da taxa básica de juros (Selic).

Mais uma questão com relação aos ganhos é que independente do banco, o cliente possuirá a mesma rentabilidade quando o assunto for poupança.


Rentabilidade


O retorno da operação financeira acontece a cada mês. Ou seja, depois de 30 dias da sua aplicação, você obterá um certo valor.

Por esse fator, quando o indivíduo faz depósitos diferentes nesse intervalo de período, recebe o rendimento em datas diferentes-as quais correspondem ao momento que fez a aplicação.

Caso retire o dinheiro antes dos 30 dias, não recebe esse retorno financeiro.

A rentabilidade até 2012 era de 0,5%, a taxa de juros, somado a taxa referencial (TR). Atualmente, ela é baseada na taxa Selic.

Quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento será de 0,5% acrescido ao TR.

Nos casos em que a Selic estiver abaixo ou igual a 8,5%, o indivíduo recebe 70% da Selic mais a TR.

Desde 2017 a Selic tem sido menor que 8,5%, sendo que a TR já alcançou os 0% durante esse período. Atualmente a Selic encontra-se em um patamar superior a 8,5%. Em diversos momentos, a conta não consegue cobrir a inflação, fazendo com que o que era para ser investimento, torne-se um prejuízo. Veja mais sobre o ganho real com nosso simulador.

Isso evidencia como a poupança apresenta uma rentabilidade baixa, sendo muitas vezes desinteressante para o investidor.


Quanto rende R$100 mil na poupança?


Como já dito, o rendimento da poupança depende da Selic. Uma vez que ela está acima de 8,5% possui um cálculo e quando está abaixo ou igual a isso, possui outro.

Portanto, separamos a simulação para os dois casos:


Quando a Selic abaixo de 8,5%

Considerando que ela esteja a 7% ao ano, o mesmo que 0,56% ao mês, o cálculo usado será o de 70% da Selic acrescido do TR. Confira abaixo.

Supondo que a TR esteja zerada, R$ 100 mil na poupança renderá:

  1. Ao ano - 7,00% x 70% + TR = 4,90%. Ou seja, o retorno em 12 meses será de R$ 4.900.

  2. Ao mês - 0,56% x 70% + TR = 0,39%. Portanto, o retorno mensal é de R$ 390 no primeiro mês.

Depois de 12 meses, você teria R$104.900.


Quando a Selic está acima de 8,5%

Agora que já sabe como funciona quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, precisa entender como acontece o cálculo quando ela está acima de 8,5% ao ano.

Levando em conta caso a TR esteja zerada, observe:

  • Ao ano - 0,50% x 12 meses + TR = 6,17%. O retorno será de R$ 6.170.

  • Ao mês - 0,50% + TR = 0,5000%. Aqui, o retorno mensal é de R$ 500.

Depois de 1 ano, caso o valor não fosse retirado durante esse tempo, o montante seria de R$ 106.170.


Como está o cálculo da poupança hoje (04/01/2023)

Atualmente a taxa Selic está em 13,75%. Portanto, o cálculo é de 0,5% + TR. Logo, adicionando a TR (que não está mais zerada), a rentabilidade anual na data de atualização desse artigo é de 6,17%.

Logo, o valor que você terá em 12 meses na poupança será de R$ 106.170, um ganho de R$ 6.170 já líquido de impostos.


Quando posso retirar meu dinheiro da poupança?


A poupança possui uma liquidez alta. Ela possibilita que o detentor do dinheiro possa tirá-lo a qualquer momento.

Esse fator é positivo porque faz com que aqueles que geralmente precisam do dinheiro a sua disposição imediata, consigam obtê-lo.

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Existem outras alternativas de renda fixa?


Essa dúvida pode surgir para muitas pessoas que buscam um ativo seguro, mas desejam um lucro maior.


Tesouro Direto

Um dos destaques são os títulos do Tesouro Direto. Os quais são, basicamente, o dinheiro que você empresta ao Governo Federal. Além do dinheiro que investiu, recebe juros pela operação.

É possível fazer aportes com quantias pequenas, dependendo do título, o valor gira em torno de R$30. Mais um fator relevante é que possui alta liquidez.

Enquanto a poupança rende a cada 30 dias, o Tesouro tem rendimentos sempre que for dia útil.

Vale lembrar que são extremamente seguros porque há uma garantia por parte do Governo Federal.

Como desvantagem, há incidência no Imposto de Renda (IR). Porém, ainda assim podem oferecer um maior retorno financeiro.

Existem três alternativas distintas, sendo elas:

  • Tesouro Prefixado: Aqui, a taxa de juros do investimento já está prevista no momento da compra. Ou seja, você já sabe quanto irá ter de lucro assim que compra o título.

  • Tesouro IPCA+: Para esse caso, a rentabilidade será de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de uma taxa prefixada.

  • Tesouro Selic: O rendimento do título se baseará na taxa Selic. Muitas pessoas têm recorrido a ele porque possui uma grande facilidade na retirada do dinheiro. Ainda que os outros também apresentem uma alta liquidez, nos casos de retirada antes do momento, pode sofrer descontos.


Fundos DI

Essa opção trata de um fundo de investimentos voltado para a renda fixa com alta liquidez, sendo resgatável facilmente.

É uma ótima alternativa para quem deseja construir uma reserva de emergência, já que consegue retirar o dinheiro rapidamente.

Os títulos que fazem parte desse setor são privados pós-fixados ou públicos.

Vale lembrar que ele se baseia na Taxa Selic ou Certificado de Depósito Interbancário (CDI)-não se esqueça que a Somas possui uma calculadora automática para o útimo.


Outras opções de renda fixa

O Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Inter Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito de Agronegócio (LCA) são outras opções. Vale lembrar que a Somas possui uma calculadora com as três opções.

O CDB é um título em que você empresta dinheiro ao banco, o qual usará esse valor para o fornecimento de crédito. O indivíduo recebe a quantia inicial acrescida de juros.

A LCI é um investimento emitido por bancos para o financiamento imobiliário. Não há cobrança do IR e é protegida pelo FGC. Vale lembrar que o rendimento está ligado ao CDI.

A LCA é voltada para o agronegócio e também é isenta da cobrança do IR. O dinheiro vai para empréstimos, produção agrícola e comercialização, insumos, maquinário e industrialização do setor.


Renda Variável


A renda variável também pode ser uma opção para você. Mas é importante que busque estudar sobre as ações, volatilidade delas, como construir uma boa carteira de investimentos e tudo o que interfira nesse processo.

O estudo desse mercado pode garantir mais lucro a você, além de te proteger dos erros que geram prejuízos.

Outro fator importante é prestar atenção no seu perfil de investidor, assim consegue fazer melhores alocações dos seus recursos.

Mais uma questão relevante ao debate é que você consiga possuir tanto renda fixa, quanto variável. Isso não deixa o indivíduo totalmente exposto ao risco, mas também colabora para que ele consiga reter mais dinheiro.


Conclusão


Cuidar das finanças é ideal para obter uma qualidade de vida. Mas além de um orçamento pessoal, é preciso saber a melhor forma de alocar seus recursos.

Muitas pessoas acreditam que a poupança é a escolha mais eficiente para quem não quer arriscar seu dinheiro, mas será que isso procede? Nada melhor do que uma simulação para descobrir isso. Use nosso simulador de rendimento da poupança e tome sua melhor decisão financeira.

Existem outras opções de renda fixa, tais como o Tesouro Direto, Fundos DI, LCI, LCA. Eles podem ser opções mais vantajosas para você.

Por último, dependendo do seu perfil de investidor, a renda variável também é uma opção. Basta estudar sobre os ativos a fim de não obter prejuízos e estar atento a criação de uma carteira diversificada.


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