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Taxa de juros com alta histórica nos EUA: o que isso representa para o investidor brasileiro?

A taxa de juros americana alcançou um patamar próximo de países emergentes. Como isso impacta o investidor brasileiro?

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Taxa de juros com alta histórica nos EUA: o que isso representa para o investidor brasileiro? [2024]Taxa de juros com alta histórica nos EUA: o que isso representa para o investidor brasileiro? [2024]

No final de julho, o Fomc, comitê do Federal Reserve (Fed), responsável por determinar a taxa de juros nos Estados Unidos, a elevou em 0,25 ponto percentual, saindo de 5,25% para 5,5%.

Este é o maior patamar de juros alcançado desde 2001, ano do atentado ao World Trade Center, que também impactou de maneira decisiva a economia norte-americana. E a expectativa é de que os juros só caiam a partir do ano que vem.

Enquanto isso, aqui no Brasil nós temos o Banco Central caminhando na direção oposta: reduziu a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, passando a ser de 13;25%.

Na prática, sabe o que isto significa? Este é um dos raros momentos em que a diferença entre as taxas de juros dos dois países estreitou entre si, o que traz implicações na cotação do dólar e por consequência, nas importações e exportações.

Quando trazemos a discussão para o investidor brasileiro, esta pode ser uma ótima oportunidade de diversificar as aplicações e obter bons rendimentos em aplicações americanas. Afinal, mesmo em um momento de oscilação, a moeda americana é conhecida pelo seu lastro histórico e sua segurança, trazendo um dos melhores riscos de crédito.

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Como isso impacta o Brasil?


A alta dos juros americanos já está impactando o câmbio, com o dólar saltando de R$ 4,70 para um valor próximo a R$ 5,00.

Uma das razões para isso é o fato de o investidor vislumbrar uma possibilidade de juros mais altos em solo americano por mais tempo. Vale dizer que, até o momento, não temos notícia de nenhuma mudança radical na política monetária do BC brasileiro, pois aqui ainda existe margem para novos cortes nos juros.

Também podemos citar outros fatores que podem motivar quem deseja começar a investir no exterior, tais como:

  • Diversificação: palavrinha que faz parte do vocabulário de qualquer investidor, não é verdade? Afinal, tendo uma carteira com uma maior variedade geográfica, é possível não ser 100% dependente do tão falado “Risco Brasil”, que envolve questões político-econômicas.


  • Maior variedade de segmentos: os Estados Unidos oferecem um número muito maior de empresas e segmentos em comparação com as oportunidades que vemos aqui no Brasil: saúde, varejo, energia, entre outros. Quando falamos de empresas ligadas ao ramo de tecnologia então, a disparidade é imensa!



Ponto de atenção


No entanto, é importante que o investidor não perca de vista a possibilidade de a inflação nos Estados Unidos ir além do esperado, considerando que o governo americano se vê pressionado a aumentar os gastos visando o crescimento do país e também as eleições presidenciais no país.

Para concluir, vale dizer que qualquer decisão de investimento deve ter como base uma análise bem fundamentada dos riscos e metas financeiras estabelecidas. Assim, é possível acompanhar e aproveitar oportunidades de maneira estratégica.

Pense nisso! Até breve e ótimos negócios para todos!

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